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A esperança nunca acaba.

Sou uma mulher que sei o que quero. E também o que espero de um relacionamento. Sinto me à vontade para dizer que sei que tipo de pessoa quero ao meu lado. Com convicção, digo: não precisa ser lindo, rico, culto...nada disso me preenche. Quero que os sininhos toquem, aquele friozinho na barriga, aquele bom papo, aquela energia cósmica. Quero a parceria, a companhia, o aconchego, a PAZ. Pela primeira vez, me sinto madura o suficiente pra não ter mais expectativas e finalmente não ter frustrações. E estou no caminho certo. Agora sei que estou.

Travessia

Acho que merecia um assento ali, qualquer, numa praça rodeada de crianças, velhos e outros. Merecia ficar ali numa tarde quente de outono, enquanto o labor é descompassado. Merecia ver o olhar alheio e olhar o meu olhar para este olhar. Merecia, nem que fosse por um único dia, ver a banda passar. E de preferência, cantando coisas de amor. Merecia. Acho que merecia. 

Minha doce solidão.

Das musicas mais sinceras do Marcelo Camelo, doce solidão é também umas das minhas preferidas do disco Nós. Já cantei ela feliz, triste, chorosa...e também já refleti sobre solidar, deste verbo que inventei e tão pouco sei se existe. Descobri que sou dessas poucas que vivem harmoniosamente na própria companhia. Descubro também aquilo que tampouco demorei a desvendar, que gosto de estar envolta de uma boa, inadvertida, divertida e verdadeira parceria.  Só me tiram de mim se conseguirem provar( por a+b=c) que não serei apenas 1, porque na soma da vida 1+1 ainda é 2. E Como seria, se a par seria? Vida a pares. Pares viva. 

A arte de gostar de arte.

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De tão curiosa costumo ouvir um monte de coisa por aí.  A internet nos aproxima daquilo que jamais ouviríamos nas ondas do rádio, muito menos na TV. É quando me surpreendo.  Toda vez que me deparo com algo bom de ouvir e que não é comercial, me entusiamo. E eu curto artistas independentes, talentosos, aqueles que buscam viver de música. Me lembro que quando conheci Marcelo Jeneci, arrastei um ex namorado pra vê-lo no teatro de Sesc. Ninguém conhecia o cara e eu estava lá, cantando todas as musicas. Também foi assim com a Tiê, com a Tulipa Ruiz, com a Céu, com o Bruno Morais, com o Cícero, Thiago Pethit e tantos outros.  Agora é a vez de Phill Veras, músico pelo qual estou encantadíssima. Para minha sorte ele vem a Curitiba trazer sua musicalidade maranhense (sim, maranhanse!!) para o Paiol, palco de grandes artistas. Sou ou não sou sortuda? 

Não tire a minha paz!!!

Matando a saudade do meu blog, postando agora do celular! Tô querendo apenas reafirmar que se for pra amar alguém que só quer tirar a minha paz de espírito, prefiro o meu sossego amoroso. Fico triste em saber que um tanto de gente prefere sofrer à ficar sozinha. E dai, é bateção de cabeça sem fim e sofrimento desnecessário. Ninguém está nessa vida pra ficar sozinho e na minha humilde opinião o amor é fundamental e enriquece o ser mas, por favor, vamos ter discernimento! 

Mudança de lugar

Queria eu ter escrito este texto. Achado numa página do Facebook mergulhei em cada palavra dita e percebi que alguns sentimentos são mesmo universais. Vem cá, amor. Deixa eu te falar umas coisas que estão apertadas aqui no peito. Eu ainda quero você, caso você venha se perguntar isso ao me encontrar fria e distante do teu olhar um dia desses. Sabe amor, será um dia daqueles que te esqueço. Eu tenho que me proteger, tenho que gostar um pouco mais de mim e um pouco menos de você. Mas eu gosto de você. Da tua barba. Do teu andar sem pressa, de você vestindo azul. Mas sabe, amor. Eu gosto daqueles dias de sorriso fácil, daqueles dias de coisa danada e sapeca, daqueles dias de beijos escondidos e inesperados. Daquela maluquice de querer não querendo. Da dúvida. Do tesão da dúvida. E esses dias, a gente não tem mais. A gente se encontra pra ir embora. A gente toma uma cerveja pra partir pra outra. A gente pega um taxi pra cada um ir pra sua vida. Nem mais sambar a gente samba. Nem mais se o...

Delicadas incertezas

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Às vezes queria que meu cérebro simplesmente silenciasse. Quanto mais amadurecemos ideias ou desmistificamos os (pré)conceitos, mais dúvidas permeiam o ser. E serão todas elas merecedoras de reflexão? Ora, que desperdício de tempo ficar provocando o próprio ego, desmascarando convicções e desvirtuando seus padrões.  Não faria sentido sem a introspecção. Descobri que não iria muito longe se eu não fosse dotada de tantas dúvidas. Porquê elas existem, eu existo. Penso, logo existo, já disse Descartes.  Todas são estímulos para o meu autoconhecimento e curam, ironicamente, meus medos.    Me restam ainda incertezas, delicadas, que cessam mas fecham. Uma hora descubro o que fazer com todas elas. Embrulho-as para presente e as jogo no mar.  Mas é a esperança que nunca me falta!E é sobre isso meu post.  Aquela que me movimenta, que me permite despir os pensamentos, refletir e que me faz querer ser melhor a cada dia....